serra
nem as montanhas são barreiras para conter a poesia que transborda das nuvens brancas que deslizam solenemente pelo céu. as montanhas são apenas versos do poema escrito pela mão serena de Deus.
múltiplos
quantos de mim
existem em mim
para caber tantos
pedaços de esperança
e tantos versos frouxos?
quantos de mim
existem em mim
para me caber?
subtração
em mim vive um verso
nascido da semente
engolida pelo inverno
em mim mora um tempo
regado pelo vinho
arrancado do verbo do chão
em mim resta a poesia
que escorre perene
por entre as planícies da mão
dicas de cultura
Fundação Casa de Rui Barbosa
A Fundação Casa de Rui Barbosa tem sede na casa onde residiu o grande jurista e intelectual brasileiro entre 1895 e 1923, data de sua morte. Comprada pelo governo brasileiro em 1924, juntamente com a biblioteca, os arquivos e a propriedade intelectual das obras de Rui Barbosa, a casa foi aberta ao público como museu - o primeiro museu-casa do Brasil - em 1930.
Hoje a Casa de Rui Barbosa homenageia a memória do Patrono, não apenas publicando-lhe as Obras Completas, estudando sua vida e divulgando suas idéias e sua atuação como intelectual, advogado, político e jornalista. Mais do que isso, tornou-se um espaço reservado ao trabalho intelectual: aqui se trabalha, aqui se pensa, aqui se estuda, aqui se lê, aqui se escreve, aqui se consultam livros e documentos, aqui se preservam livros e documentos para serem consultados, aqui se publicam livros, aqui se mostram livros e documentos de pessoas que, como Rui, escreveram.
As principais atividades da Fundação Casa de Rui Barbosa são: manutenção, preservação e difusão do Museu Casa de Rui Barbosa e respectivo parque; formação, preservação e difusão do acervo bibliográfico e documental, destacando-se os laboratórios técnicos; desenvolvimento de estudos e pesquisas em suas áreas de atuação (estudos ruianos, de política cultural, história, direito e filologia) e em cultura brasileira em geral; publicação dessas pesquisas e participação de pesquisadores em eventos acadêmicos e científicos; formação e qualificação de pesquisadores; utilização plena do seu auditório com atividades de dança, música, literatura, teatro e cinema; uso de outras dependências para a realização de exposições de acervo ou relacionadas a trabalhos em andamento e de cursos, congressos e seminários.
Situada circunstancialmente na cidade do Rio de Janeiro, a Fundação Casa de Rui Barbosa preserva e divulga acervos de interesse nacional, por constituírem patrimônio cultural importante, e realiza trabalhos de alcance internacional, sem perder de vista a importância do atendimento diário ao visitante e ao usuário de nossos serviços, desde a simples visita ao jardim até o pesquisador empenhado em complexo trabalho acadêmico.
Atendimento ao público
Arquivo
Serviços de cópias eletrostáticas, fotográficas e de microfilmagem.
Funcionamento: de 2ª a 6ª-feira, das 9 às 17h.
Informações: (21) 2537-0036, r. 140.
Arquivo-Museu de Literatura Brasileira - AMLB
Serviços de cópias eletrostáticas, fotográficas e de microfilmagem, autorizados mediante avaliação técnica do estado de conservação dos documentos.
Funcionamento: de 2ª a 6ª-feira, das 9 às 17h.
Informações: (21) 2537-0036, r. 116.
Biblioteca
Serviço de xerox, com exceção das coleções Rui Barbosa e Plínio Doyle, que só podem ser fotografadas ou microfilmadas. O empréstimo externo só é feito para outras bibliotecas, com exceção das Coleções Rui Barbosa e Plínio Doyle.
Funcionamento: de 2ª a 6ª-feira, das 9 às 16:30h.
Informações: (21) 2537-0036, r. 170.
Biblioteca Infanto-Juvenil Maria Mazzetti - BIMM
A BIMM tem como primeiro objetivo estimular a leitura como fonte de lazer. Para isto incentiva a livre freqüência, a descoberta e o convívio com os livros por meio de atividades como as Histórias no Jardim, entre outras.
Paralelamente, a BIMM atende ao público estudantil da comunidade que busca informações para suas pesquisas escolares. Oferecendo o material necessário e orientando a consulta, procura tornar este trabalho escolar uma atividade agradável.
Funcionamento:
2ªs, 3ªs, 4ªs e 6ªs-feiras: 9:30 às 12h e 14 às 16:45h;
5ªs-feiras: fechada.
Os horários não abertos à comunidade são reservados ao atendimento a escolas.
Empréstimo:
Os livros de lazer são emprestados aos sócios, que, para tanto, devem preencher a ficha de inscrição e entregar 2 fotos. Podem levar 2 livros, pelo prazo de 15 dias.
Informações: (21) 2537-0036, r. 150.
Jardim
Uma das raras áreas verdes do bairro, com cerca de 9.000 m², reúne 34 espécimes botânicos. Aberto ao público de 2ª a 6ª-feira, das 8 às 17h; em horário de verão, das 8 às 18h. Sábados, domingos e feriados, das 8 às 18h.
Livraria Divulgação e Pesquisa
Promove lançamentos e mantém um variado leque de obras, em especial de literatura, artes, ciências sociais e publicações infanto-juvenis, além de edições da Casa de Rui Barbosa.
Funcionamento: de 2ª a 6ª-feira, das 9:30 às 18h, e aos sábados, das 14 às 18h.
Informações, encomendas e entregas em todo Brasil:
Tel./fax: (21) 2539-1342.
Museu
O Museu participa do Programa de Atendimento com Qualidade ao Cidadão, e está aberto à visitação de 3ª a 6ª-feira, das 10 às 17h. Sábados, domingos e feriados, das 14 às 18h. Última entrada 30 minutos antes.
Última 3ª-feira do mês: O Museu e o jardim estarão abertos ao público até às 20:30h, entrando o último visitante às 20h.
Ingresso: R$ 1,00 - gratuito para menores de 10 anos e maiores de 65 anos.
O Museu possui a opção de um sistema de auto-guia cujo aluguel é de R$ 1,00.
O Museu desenvolve diversos projetos de integração com a comunidade e com escolas, através de visitas programadas, encontros, oficinas, seminários, cursos e publicações diversas, e atividades lúdico-recreativas para o público infanto-juvenil.
:: Postado Por
Nel Meirelles
::
3:21 PM.:.
postado ao som da bateria da Estação Primeira da Mangueira, que pinta o Brasil de verde e rosa.
de pistolas e rosas
desisto. não consigo mais descortinar os cílios sem que os meus olhos sejam impeiedosamente alvejados pelo azul intenso que nasce das pálpebras entreabertas. talvez seja mesmo a sina das aves, esse voar azulado.
noturno XXXIV
a noite encosta
a barriga no horizonte
e pare mais um dia
somente de estrelas
tamborim
o som é solto
o som é surdo
o som é tanto
que abafa
as doses ralas
da cachaça barata
onde se esconde
a fome
dicas de cultura
aos poucos, vou divulgando aqui espaços importantes para a cultura do nosso país. hoje, um pouco do
Museu da Imagem e do Som, no Rio de Janeiro.
O Museu da Imagem e do Som (MIS) foi inaugurado em 3 de setembro de 1965 pelo então governador do estado da Guanabara, Carlos Lacerda, como parte das comemorações do IV Centenário da cidade do Rio de Janeiro. O MIS lançou um gênero pioneiro de museu audiovisual que seria seguido por outras capitais e cidades brasileiras, além de ter se constituído num centro cultural de vanguarda nas décadas de 60 e 70 do século XX, lugar de encontros e lançamentos de idéias e novos comportamentos.
Algumas coleções foram adquiridas para a sua inauguração, como as fotos de Augusto Malta sobre o Rio Antigo; o " Incrível, Fantástico e Extraordinário" acervo do radialista Henrique Foréis Domingues, o Almirante; e a coleção de discos raros do grande pesquisador de música popular brasileira Lúcio Rangel. Outras coleções foram incorporadas ao longo do tempo, como a da Rádio Nacional, com a memória da época de ouro do rádio no Brasil, e a Coleção Jacob do Bandolim, acervo particular mais importante sobre a memória do choro, entre tantas que, no seu conjunto, formam um dos acervos museológicos mais expressivos e diversificados da cultura urbana brasileira.
Além de abrigar importantes arquivos que atendem aos interesses de um público pesquisador amplo e diversificado, o prédio da Fundação Museu da Imagem e do Som é, em si mesmo, uma das mais belas peças de sua coleção, constituindo um exemplar histórico raro dos edifícios construídos para abrigar a Exposição do Centenário da Independência do Brasil, realizada em 1922. O projeto original é de autoria do arquiteto Sylvio Rebecchi, filho de Rafael Rebecchi, arquiteto vencedor do concurso de fachadas realizado por ocasião da abertura da Avenida Central, hoje Rio Branco, em princípios do século XX.
Localizado na Praça XV, e inserido na Zona Especial do Corredor Cultural da cidade do Rio de Janeiro, junto com o Museu Histórico Nacional, o Museu Naval, o Paço Imperial, a Casa França-Brasil e o Centro Cultural Banco do Brasil, em 1989 o Instituto Estadual de Patrimônio Cultural (Inepac) do Governo do Estado do Rio de Janeiro promoveu o tombamento do prédio, encerrando em definitivo a polêmica desenvolvida na época em torno de sua demolição para dar lugar a uma estação do Metrô.
Logo após, em 1990, o Museu passou por uma grande restauração que lhe devolveu o fausto do estilo eclético original, desfigurado pelas intervenções que, ao longo dos anos, modificaram a sua fachada original.
Em 1990, o MIS, além do prédio original na Praça XV, passou também a ocupar um outro edifício localizado no bairro da Lapa, tradicional reduto da boêmia carioca, que abriga diversos bares, casas noturnas e entidades culturais responsáveis pela transformação desse espaço urbano em um dos locais de maior efervescência cultural da cidade. Essa sede é ocupada por setores administrativos da Fundação Museu da Imagem e do Som e abriga acervos disponíveis à pesquisa.
:: Postado Por
Nel Meirelles
::
9:12 AM.:.
Quarta-feira, Fevereiro 02, 2005
de tanto...
o silêncio explode
nos meus ouvidos
espalhando
displicentes pedaços
de verdes e azuis
não castro o rosto
nem oculto a pele
: simplesmente
persigo as sombras
espirais
o cigarro
carrega no bojo
a fumaça do que fui
e me engole em cinzas
sem saída
minha boca está cansada de percorrer o alfabeto procurando palavras. meus dedos jã não querem trilhar os vazios. mesmo assim ainda persigo poemas como quem escala montanhas: apenas porque eles existem em algum lugar de mim.
dicas culturais
Centro Cultural São Paulo
Inaugurado em 1982, o CCSO oferece espetáculos de teatro, dança e música, mostras de artes visuais, projeções de cinema e vídeo, oficinas, debates e cursos, além de manter sob sua guarda expressivos acervos da cidade de São Paulo: a Pinacoteca Municipal, a Discoteca Oneyda Alvarenga, a coleção da Missão de Pesquisas Folclóricas de Mário de Andrade, o Arquivo Multimeios e um conjunto de bibliotecas que ocupa uma área superior a 9 mil m2.
A construção completa do edifício, conforme prevista em seu projeto original, nunca chegou a ser concluída. A despeito disso, o CCSP firmou-se como um pólo de apoio às produções experimentais, um ponto de encontro de artistas, um lugar de convivência que assumiu a feição de extensão da casa das pessoas.
Localizado em um ponto estratégico da cidade, atravessado entre a Rua Vergueiro e a Avenida 23 de maio, próximo à Avenida Paulista e junto a duas estações de metrô, a instituição tem um número expressivo de freqüentadores. Sua programação diversificada, oferecida gratuitamente ou a preços populares, atrai faixas distintas da população, fazendo do CCSP um dos espaços culturais mais democráticos da cidade. Em 2003, recebeu 650 mil usuários, uma visitação comparável à dos maiores museus e centros culturais do mundo.
Serviços e atividades
.Arquivo Multimeios
.Biblioteca Sérgio Milliet
.Discoteca Oneyda Alvarenga
.Setor Circulante
.Biblioteca Braille
.Gibiteca Henfil
.Telecentro
.Núcleo de Ação Educativa
Vale uma visita com tempo para apreciar tudo o que o Centro oferece.
:: Postado Por
Nel Meirelles
::
6:17 PM.:.