postado ao som de Lembra de Mim, com Ivan Lins
crença
creio em mim
esse emaranhado
de pêlos e pele e poemas
de pernas esquecidas
no tempo
creio em mim
esse ribombar de paixão
essa coleção de fatos
como verbo
escorrendo de escuridão
creio em mim
que vivo o porquê
antes do antes
sem soluçar depois
que me imagino uno
e finjo que sou dois
creio em mim
que sopro horizontes
e despejo noites
que sou feito um cetim
de esgarçar pele sem tocar
porque caço-faço-traço
o que me resta
da insana poesia
eclipse
não via mais que árvores no céu. procurava em vão os restos de alma porventura escondidos nos cabelos. mas só encontrava o silêncio. e veio a noite. e vieram todas as noites e os dedos continuavam mortos. era chuva passageira? era vento sem direção? a busca continuava e continua. quem sabe o destino está apunhalado no colo de uma mulher. nua.
óbvio
te amo tanto
e sempre
e mais
e muito
e ainda
te amo
nas manhãs
e nas tardes
e nas noites
e nas estrelas
e nos lagos
e nas folhas
e nas flores
e nas idas
e nas vindas
te amo
em mim
na tua casa
e no vento
que lambe
a boca da rosa
assim te amo
: porque és a minha poesia
e a razão da minha prosa
:: Postado Por
Nel Meirelles
::
12:02 PM.:.